Os líderes nascem feitos ou podem ser formados?

Vivemos há séculos com um mito nocivo sobre a liderança. Esse mito apregoa que a liderança é um destino, reservado somente para alguns de nós. O mito é reforçado diariamente sempre que alguém  pergunta: “Os líderes nascem feitos ou podem ser formados?”

É claro que todos os líderes nascem ou são natos. Assim como todos os atletas, estudiosos, artistas, contadores, vendedores e treinadores. E daí? O importante e fundamental é o que você faz com o que tem entre o seu nascimento até o presente momento.

A liderança não está mais – ou menos – contida em um gene do que outras competências. Não é um lugar, não é uma posição, nem um código secreto indecifrável pelas pessoas comuns. A liderança é um conjunto observável de habilidades, conhecimentos e, principalmente, de práticas e comportamentos.

Liderança é aprendizado

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O dilema da ‘Juniorização’

Um profissional junior é alguém que está iniciando uma determinada atividade. Para se dar bem nessa atividade ele precisa de orientação e direcionamento.

O que observo é que a “juniorização” não é um fenômeno novo. Não podemos nos esquecer de que os maiores e mais brilhantes profissionais de hoje, foram junior um dia.

Aí surge um dilema: o primeiro aspecto desse dilema é o que todo mundo está falando: lidar com alguém que não está pronto significa ter um processo ineficiente, retrabalho, falta de profundidade. Mas, o contraponto é: um jovem com talento, futuro líder do mercado, tem a grande chance de crescer nos dias de hoje. O grande desafio é a distância entre o junior e as outras gerações. Entretanto, se esse junior dedicar-se a aprender novas habilidades, ele pode rapidamente preencher esse gap.

 

Esse dilema mostra que, dependendo do nosso ponto de vista, podemos ver ameaças e oportunidades nesse cenário de “juniorização”.

Algumas empresas adotam a “juniorização” apenas para diminuir custos.

Nossa proposta é “juniorizar” de uma forma mais objetiva, promovendo o “rejuvenescimento”.

Rejuvenescer buscando mesclar a nova geração de profissionais, mais afeitos à tecnologia digital, ao mobile e às mídias sociais, com os demais profissionais mais experientes.

A chamada “juniorização” é um processo sem volta. Vivemos em uma época de pleno emprego no Brasil, com um ciclo de desenvolvimento explosivo.

Os jovens estão chegando ao mercado, academicamente, cada vez mais preparados. Entendem de teoria, mas não dominam os fundamentos necessários para sustentar as estratégias de crescimento por não terem vivido o cotidiano de uma empresa.


E o dia-a-dia de uma empresa implica em vários fatores críticos para atrair, reter e engajar os colaboradores. A confiança nos líderes jovens, exige reflexões sobre os novos desafios da liderança.

Hoje, posso afirmar que o mito segundo o qual a liderança é algo que só se encontra nos seniores, ou seja, “ em águas turvas é preciso marinheiros mais experientes”, não passa de uma quimera.

A liderança não é genética nem atávica. A liderança é um conjunto identificável de conhecimentos, habilidades e atitudes disponíveis a qualquer um, inclusive àqueles que estão começando uma carreira profissional.

Para tornarmos a “juniorização” uma vantagem competitiva é preciso formar os jovens executivos nas práticas e comportamentos dos líderes eficazes.

Para as organizações que investiram no recrutamento de gestores jovens, é importante que adotem algumas providências para melhorar o rendimento de suas lideranças através da capacitação para manter a chama da esperança, mesmo nos tempos mais difíceis.