Qual é sua paixão?

Ao falar em paixão, quero referir-me àquela propensão sincera, àquela vibração genuína e profunda em relação a tudo que fazemos. É  a sensação de viver com total intensidade, experimentando a cada momento tudo o que o mundo oferece.

Em última análise, o que você vislumbra para o futuro tem tudo a ver com sua paixão. Com aquele impulso que faz com que você se levante mais cedo e que compromete seu sono à noite. Com aquilo que você considera tão importante que coloca no rol de suas prioridades, e por ele se dispõe a suportar os inevitáveis reveses e fazer os necessários sacrifícios.

Qual  é sua verdadeira paixão?

No seu íntimo, você deseja realizar algo significativo, conquistar algo jamais alcançado. O significado e o propósito disso tem de nascer de dentro para fora. Ninguém pode impor aos outros sua visão particular. Por isso, é preciso deixar claras quais são nossas visões sobre o futuro antes de congregar outras pessoas em uma visão compartilhada.

Quando abordamos a motivação humana no livro “O Click do Êxito”, tratamos de três espécies de motivação – punição, incentivo e pela própria vontade.

A motivação pelo medo é temporária, e é aquela em que o chefe ou o líder trabalham sob o signo das ameaças, como se sempre houvesse uma espada sobre a cabeça de cada colaborador: restrições, ameaças de demissões ou quaisquer outras medidas punitivas. Ela se caracteriza por frases como: “Se vocês não atingirem os objetivos, cabeças vão rolar”. Algo parecido às escolas do passado, que tentavam formar bons alunos à base da palmatória e dos vexames públicos. Pode até funcionar, mas de maneira restrita e passageira. Pode levar a equipe a atingir sua meta, mas sem criatividade – ferindo a necessidade de inovação – e muito menos comprometimento. Como os regimes políticos autoritários, sempre gera revoltas e, pior, não cria vínculo.

A motivação pelo incentivo é igualmente temporária, inspirada pela vontade de ganhar recompensas caso se atinja determinado objetivo. Convém citar o exemplo de uma empresa que ofereceu à sua equipe uma viagem para a África do Sul com acompanhante e tudo pago, em um hotel seis estrelas com direito a safári, para um único vendedor. É claro que funcionou, todos se mobilizaram, mas só um ganhou. Todos os demais, que também se esforçaram, mas nada receberam em troca, ficaram desmotivados. Mas a vida segue, quem sabe no ano seguinte – a esperança é a última que morre, diz o ditado. Aconteceu que no próximo ano, a saúde financeira da empresa não era mais a mesma, de maneira que o prêmio foi uma viagem em algum ponto do Brasil. Todos compararam os prêmios e este pareceu de menor importância, algo como uma “viagenzinha” por aqui mesmo. E, de novo, o mesmo modus operandi: apenas um vencedor, para uma série de descontentes “excluídos”.

Em ambos os casos, a motivação foi externa. É, portanto, uma motivação artificial – isso mesmo, a palavra é essa: nada mais que um artifício, com a agravante de criar arestas de difícil conserto no equilíbrio e na harmonia das equipes.

A motivação que produz  resultados muito superiores é a automotivação. Ao contrário das anteriores, não depende de estímulos externos. A automotivação é um comportamento que tem origem nas metas pessoais e tem uma relação direta com a própria vontade. Essa é a verdadeira motivação, porque parte do próprio desejo incondicional de participar de determinado processo de maneira a influir nos resultados, a fazer diferença. Os envolvidos sabem que, ao concorrerem para a consecução das metas, todos serão beneficiados. As pessoas automotivadas continuam trabalhando para alcançar o resultado, mesmo que não haja recompensa.

Sua paixão pessoal é o melhor indicador do que você acha que vale mais a pena. É hora de encontrar algo em que você realmente acredite. Não basta apaixonar-se por seu desejo de fama e fortuna. É preciso ter paixão para uma diferença no mundo. Pergunte-se: Se você não tem um profundo interesse por alguma coisa ou por alguém, como pode esperar dos outros algum senso de convicção? Como quer que os outros se entusiasmem se você mesmo se mostra apático? Como esperar que os outros aguentem firmes durante longas horas, deem duro, fiquem longe de suas casas e façam sacrifícios pessoais se você não está nesse mesmo pique?

A sabedoria dos líderes está mesmo na paixão por vencer e despertar o desejo de sucesso naqueles que o acompanham nessa missão. A melhor motivação é aquela que acende o amor pelo trabalho que está sendo realizado.  As pessoas imbuídas de paixão, amam aprender e crescer, e se sentem muito estimuladas quando as pessoas ao seu redor também aprendem e crescem. A paixão precede a realização dos objetivos.

É hora de apaixonar-se.

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