Imaturidade, causa de muitos fracassos

Mário, 24 anos, filho de pais idosos, tinha nascido após várias gestações malsucedidas. Muito mimado, passou a infância sem contrariedades e tornou-se um jovem inteligente e carinhoso, mas preguiçoso e displicente nos estudos. Era, porém, muito querido no colégio, pois nunca demonstrava agressividade ou outro traço de personalidade que o caracterizasse como uma criança difícil. Casou-se aos 22 anos com uma mulher mais velha, responsável e introvertida, extremamente atraída por seu charme e alegria. Mas desde o início o casamento foi um desastre. Mário estava acostumado a gastar muito, não conseguindo limitar-se a um orçamento. Detestava ficar em casa enquanto a esposa desenvolvia atividades sociais, e começou a sair com amigos, passando às vezes a noite fora, sem lhe dar satisfação.

O casamento tornou-se insustentável. Após brigas violentas, com freqüentes reconciliações, um prometia ao outro que ia mudar, mas na verdade ambos só acreditavam no tradicional “deixe que ele mude, que o errado é ele”. Por fim, a esposa convenceu-se de que nada mais havia a tentar, e Mário voltou para a casa dos pais.

Os imaturos insistem, mesmo ao atingir a idade adulta, em pensar e se comportar como crianças. Essa atitude os impede de se relacionar satisfatoriamente e compromete os resultados em todas as áreas da vida particularmente a área profissional.

O imaturo pode ser egoísta e generoso. O psiquiatra que estudou o caso apresentou Mário como um exemplo típico de personalidade imatura. A esposa foi considerada normal. Mas o diagnóstico não mencionava neurose, agressividade, anti-sociabilidade ou frieza sexual. Mário era, na verdade, feliz e “bem ajustado” enquanto vivia com os pais, que nada exigiam dele. Foi sua incapacidade de viver um papel adulto na sociedade que provocou o fracasso de seu casamento, pois lhe faltavam responsabilidade, persistência e tolerância à frustração.

 

O desafio de lidar com as frustrações

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