O dilema da ‘Juniorização’

Um profissional junior é alguém que está iniciando uma determinada atividade. Para se dar bem nessa atividade ele precisa de orientação e direcionamento.

O que observo é que a “juniorização” não é um fenômeno novo. Não podemos nos esquecer de que os maiores e mais brilhantes profissionais de hoje, foram junior um dia.

Aí surge um dilema: o primeiro aspecto desse dilema é o que todo mundo está falando: lidar com alguém que não está pronto significa ter um processo ineficiente, retrabalho, falta de profundidade. Mas, o contraponto é: um jovem com talento, futuro líder do mercado, tem a grande chance de crescer nos dias de hoje. O grande desafio é a distância entre o junior e as outras gerações. Entretanto, se esse junior dedicar-se a aprender novas habilidades, ele pode rapidamente preencher esse gap.

 

Esse dilema mostra que, dependendo do nosso ponto de vista, podemos ver ameaças e oportunidades nesse cenário de “juniorização”.

Algumas empresas adotam a “juniorização” apenas para diminuir custos.

Nossa proposta é “juniorizar” de uma forma mais objetiva, promovendo o “rejuvenescimento”.

Rejuvenescer buscando mesclar a nova geração de profissionais, mais afeitos à tecnologia digital, ao mobile e às mídias sociais, com os demais profissionais mais experientes.

A chamada “juniorização” é um processo sem volta. Vivemos em uma época de pleno emprego no Brasil, com um ciclo de desenvolvimento explosivo.

Os jovens estão chegando ao mercado, academicamente, cada vez mais preparados. Entendem de teoria, mas não dominam os fundamentos necessários para sustentar as estratégias de crescimento por não terem vivido o cotidiano de uma empresa.


E o dia-a-dia de uma empresa implica em vários fatores críticos para atrair, reter e engajar os colaboradores. A confiança nos líderes jovens, exige reflexões sobre os novos desafios da liderança.

Hoje, posso afirmar que o mito segundo o qual a liderança é algo que só se encontra nos seniores, ou seja, “ em águas turvas é preciso marinheiros mais experientes”, não passa de uma quimera.

A liderança não é genética nem atávica. A liderança é um conjunto identificável de conhecimentos, habilidades e atitudes disponíveis a qualquer um, inclusive àqueles que estão começando uma carreira profissional.

Para tornarmos a “juniorização” uma vantagem competitiva é preciso formar os jovens executivos nas práticas e comportamentos dos líderes eficazes.

Para as organizações que investiram no recrutamento de gestores jovens, é importante que adotem algumas providências para melhorar o rendimento de suas lideranças através da capacitação para manter a chama da esperança, mesmo nos tempos mais difíceis.

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Imaturidade, causa de muitos fracassos

Mário, 24 anos, filho de pais idosos, tinha nascido após várias gestações malsucedidas. Muito mimado, passou a infância sem contrariedades e tornou-se um jovem inteligente e carinhoso, mas preguiçoso e displicente nos estudos. Era, porém, muito querido no colégio, pois nunca demonstrava agressividade ou outro traço de personalidade que o caracterizasse como uma criança difícil. Casou-se aos 22 anos com uma mulher mais velha, responsável e introvertida, extremamente atraída por seu charme e alegria. Mas desde o início o casamento foi um desastre. Mário estava acostumado a gastar muito, não conseguindo limitar-se a um orçamento. Detestava ficar em casa enquanto a esposa desenvolvia atividades sociais, e começou a sair com amigos, passando às vezes a noite fora, sem lhe dar satisfação.

O casamento tornou-se insustentável. Após brigas violentas, com freqüentes reconciliações, um prometia ao outro que ia mudar, mas na verdade ambos só acreditavam no tradicional “deixe que ele mude, que o errado é ele”. Por fim, a esposa convenceu-se de que nada mais havia a tentar, e Mário voltou para a casa dos pais.

Os imaturos insistem, mesmo ao atingir a idade adulta, em pensar e se comportar como crianças. Essa atitude os impede de se relacionar satisfatoriamente e compromete os resultados em todas as áreas da vida particularmente a área profissional.

O imaturo pode ser egoísta e generoso. O psiquiatra que estudou o caso apresentou Mário como um exemplo típico de personalidade imatura. A esposa foi considerada normal. Mas o diagnóstico não mencionava neurose, agressividade, anti-sociabilidade ou frieza sexual. Mário era, na verdade, feliz e “bem ajustado” enquanto vivia com os pais, que nada exigiam dele. Foi sua incapacidade de viver um papel adulto na sociedade que provocou o fracasso de seu casamento, pois lhe faltavam responsabilidade, persistência e tolerância à frustração.

 

O desafio de lidar com as frustrações

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